Família, maior riqueza
Havia uma família que tudo possuía. Felicidade era sim uma conseqüência. Desde que se casaram, S. Alberto e D. Marta nunca tinham passado por necessidades financeiras. O noivo comprou uma empresa pouco antes de se casar, e, tempos breves depois, já era um profissional bem sucedido. Com vinte anos de casamento, já tinham três filhos: Ana, Rafael e Márcia. Todos muito inteligentes, e viviam em harmonia com os pais. Estudavam nos melhores colégios. D. Marta passava cuidando da casa, ajudando a empregada. O casal mantia uma boa relação entre si. Se amavam incondicionalmente.
Eis que um dia desses, S. Alberto chega em casa preocupado. D. Marta, ao simples olhar para o marido, entendeu que algo estava errado. Ele, tendo a esposa como melhor amiga, resolve explicar:
-Amor. Eu quis te poupar por esses tempos, mas a empresa está praticamente falida. Não tive outra solução. Eu a vendi.
A esposa somente o abraçou e disse:
-Você vai arrumar um emprego bom. Tudo vai ficar bem.
E um mês depois, tudo estava cada vez pior. O aluguel do apartamento já estava atrasado, bem como o colégio das crianças. A empregada da casa, teve de ser demitida, passando D. Marta agora aos afazeres domésticos. O marido continuava sem emprego. Era preciso arrumar outro lugar para ficar. E assim foi. No sábado, as mudanças estavam prontas a serem carregadas. Uma casa, pequena, em um lugar menos nobre da cidade, era o destino. Os filhos já se abatiam pela mudança. Sofriam ter de ir para um colégio público. Temiam estar em um ambiente diferente daqueles que estavam acostumados. Não menos porém, era o sofrimento do pai. O sentimento de derrota, de fracasso, tomava conta. D. Marta, sempre religiosa, estava em estado de revolto. Ralhava com Deus todos os dias, afim de encontrar uma explicação para o momento tão difícil que Ele lhes colocara. Ana, a filha mais velha, já no ensino médio, era de um temperamento difícil. No dia das mudanças, não se atreveu a ajudar com as mudanças. Rafael, um pouco mais novo que ela, tentava levar um pouco mais fácil essa situação. Era um pouco extrovertido, e conseguia arrancar algumas risadas da família, ainda naquele dia. As mudanças chegavam na casa, e a família estava desconsolada. O desânimo com a realidade de pisar por lá estava trazendo agonia à todos. O filho do meio ainda teve tempo de parafrasear:
-Oh! E agora, quem poderá nos defender?
-Eu!
-O Chapolin Colo... (Se vira para trás, em direção à voz) Quem é você? (observa bem) Um Hippie! (com tom irônico)
De cabelos longos e trajado como qualquer outro hippie, esse homem era conhecido como “mensageiro” naquele bairro. Sem se apresentar, apenas pronuncia:
-Com minhas palavras posso ajudá-los. São estas: Vocês têm na mão a maior riqueza possível. Atentem bem para ela. Ela que lhes dará força para continuar. A vida é dura, mas com perseverança, paciência, luta, tudo se resolverá. Lembrem-se da maior riqueza, do tesouro que dinheiro nenhum pode comprar.
Depois destas palavras, logo seguiu pela rua. O menino não entendera muito bem o que o estranho havia dito. Entretando, os pais haviam escutado toda a conversa, se abraçavam, e sentiam que uma força de vontade nascia ali, para superar todas as dificuldades.
Escrito por: Mr. Lhamas.
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