quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Verdadeiro Amigo
 Marco tinha ganhado o carro de seu pai há menos de um mês. Silvio sempre foi seu amigo, mas ultimamente tinham se afastado um pouco. Pedro, Ana e Vitória sempre gostaram de sair, mas nunca foram de dar abertura a muitas amizades, principalmente a Marco. Mas de umas quatro semanas para cá, as coisas haviam mudado. Marco ia agora de carro e os pegava com direção às baladas. Ele estava simplesmente adorando estar com eles. Sempre quis estar perto deles, e, em particular, ao lado de Vitória. Ela sempre ia no banco da frente com ele, e conseguia, com seu charme, e seus olhos verdes, seduzir o rapaz. No entanto, o máximo que o mesmo conseguiu foi um beijo roubado. As festas foram se seguindo. Nas sextas, sábados e até domingo. Enquanto uma dessas rolava, Marco avistou Sílvio. Com ele, viu que estava Marcela. Eles estavam sentados em uma mesa, tomando um chop. Sentiu um aperto no peito. Marcela era sua ex-namorada, e para ele, Sílvio sempre gostou dela. Aproximou-se de onde estavam e já se comportou grosseiramente:
                - Pelas minhas costas! Amigão você é?
                -Que isso Marco? Você não muda mesmo!
                -Isso aqui num é nenhuma brincadeira não! Sempre soube que você queria a Marcela para você!
                -O que é isso? Você está achando que...?
                -Nós já terminamos faz tempo! O que você tem com isso? – Interveio Marcela.
                -Mesmo assim. Você sabe que a gente sempre foi amigo, nunca rolou nada aqui. – Explicou Silvio.
                -Eu já deveria imaginar. Você nunca foi amigo meu. Amigo são eles, que sempre estão comigo. (apontando aos três que dançavam) De você eu deveria ter esperado isso. – Retrucou, saindo logo em seguida.
                -Esse moleque está louco. – Diz, triste, para Marcela.
                Marco já estava dançando novamente com os “novos” amigos, e Pedro pergunta, curioso:
                -O que foi? Parece que você estava bravo com teu amigo lá.
                -Não liga não. Só descobri que ele não era amigo meu de verdade.
                -Não esquenta não! Amigos somos “nozes”. – Diz enquanto abraça junto deles Ana e Vitória. Em seguida, propõe:
                -Ei! O que vocês acham de ir naquela vila rural depois da saída da cidade?
                -Hum! Fazer o quê? – Pergunta Ana, fazendo cara de ansiosa para o rapaz.
                -É mesmo. Fazer o quê? – Pergunta, sincero, Marco.
                -O que se pode fazer em um lugar quieto, escuro, sem ninguém para atormentar? – Pergunta Ana, colocando suas mão nos ombros do admirador.
               
                Enquanto os quatro saiam, Silvio observa preocupado. Havia escutado toda a conversa. Volta então para a mesa com Marcela, e senta, pensativo.
                -E então, falou com ele? Indaga Marcela.
                -Não consegui. Mas ouvi uma conversa e fiquei preocupado.
                -O que?
                -Eles estão indo para Vila Rural Santa Maria.
                -E o que é que tem?
                -Não sei. Só fiquei preocupado.
                -Ah! Esquece! Vamos dançar? – Diz puxando o cara.
                Na Vila Rural, uma placa diz “Boas Vindas”. Mais a frente, chegando na granja que Pedro havia dito, uma outra, paradoxalmente diz: “Propriedade Particular. Entrada somente com permissão”. Ignorando as regras, Marco para o carro, e todos saem. O lugar era clareado somente com a reflexão da Lua. Caminharam um pouco e chegaram em uma plantação de milho. A noite fazia o local um pouco assustador, mas ao mesmo tempo, empolgante. Enquanto conversavam, distraídos. Marco sente algo pegar violentamente sua cabeça. Só se lembra de cair em meio aos milhos.
                Acordou e percebeu estar no hospital. Seus pais estavam ao lado, olhando-o.
                -Que susto filho! Como você pôde fazer isso com a gente? – Diz, nervosa, a mãe.
                -Depois desta, sabe o carro não é? – pergunta o pai.
                -O que é que tem o carro? Aconteceu alguma coisa? – Fala, preocupado.
                -Não, não aconteceu nada. Mas ele vai ficar muito bem comigo agora. Já estou vendendo o meu. – Diz irônico.
                Marco compreendeu e nem fez questão de retrucar. Apenas queria saber o que havia ocorrido. Enquanto seus pais contavam, entra uma senhora, de bastante idade, porém lúcida, e bem vestida. Se aproxima do rapaz deitado na cama e dos pais e começa a falar.
                -Eu não sei o que dizer. Somente minhas sinceras desculpas pelo que aconteceu.
                -O que é isso dona Marta. Eles estavam errados. – Diz a mãe.
                -É mas o seu Antônio não precisava ter aquela barra de ferro na mão. – Responde – Eu já mandei ele se livrar daquilo. O que acontece é que lá na vila não há muitos assaltos. Eu peço a ele para vigiar bem nossa propriedade, e como meu filho está viajando, ele se assustou e achou que você fosse ladrão. Sua sorte é seu amigo hein? Aquele você pode confiar.
                -Eu sei. Eles são meus melhores amigos.
                -Eles quem? – Pergunta a senhora – Só havia um rapaz que explicou a situação, pegou e te trouxe para cá e ligou para seus pais. Não sei o que ele estava fazendo lá.
                -A gente foi junto.
                -Acho que não. Só fiquei sabendo que três pessoas saíram correndo e o... não me lembro o nome do rapaz...
                -Sílvio! – Lembra o pai.
                - Isso. Ele parou o carro atrás e conversou com o seu Antônio. Em seguida veio para cá com você.
                Marco apenas olha pela janela, e reflete por alguns instantes.
                Amizades. Cuide-as. Como dizem por ae, “amigos, você conta nos dedos de uma mão só.” Cuide também para aquelas amizades de momentos alegres. Será que não há um interesse mascarado? Ou são teus amigos de verdade?
Escrito por: Jefferson L. dos Santos
Pensem nisso, Fiquem com Deus. Abraços!

2 comentários:

  1. Oi amigo... seu blog ta maravilhoso!!! acredite sempre em seu talento; pois saber escrever tb é 1 e mto importante... bjus!!! te desejo td de melhor sempre...

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  2. É isso aí Jefferson, o caminho é esse! ;)

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