segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Salve galera!! Tudo certo? Obrigado aos meus amigos que estão acompanhando, que estão me perguntando do blog! Grato, de verdade, por estarem acompanhando!


Família, maior riqueza

Havia uma família que tudo possuía. Felicidade era sim uma conseqüência. Desde que se casaram, S. Alberto e D. Marta nunca tinham passado por necessidades financeiras. O noivo comprou uma empresa pouco antes de se casar, e, tempos breves depois, já era um profissional bem sucedido. Com vinte anos de casamento, já tinham três filhos: Ana, Rafael e Márcia. Todos muito inteligentes, e viviam em harmonia com os pais. Estudavam nos melhores colégios. D. Marta passava cuidando da casa, ajudando a empregada. O casal mantia uma boa relação entre si. Se amavam incondicionalmente.
                Eis que um dia desses, S. Alberto chega em casa preocupado. D. Marta, ao simples olhar para o marido, entendeu que algo estava errado. Ele, tendo a esposa como melhor amiga, resolve explicar:
                -Amor. Eu quis te poupar por esses tempos, mas a empresa está praticamente falida. Não tive outra solução. Eu a vendi.
                A esposa somente o abraçou e disse:
                -Você vai arrumar um emprego bom. Tudo vai ficar bem.
                E um mês depois, tudo estava cada vez pior. O aluguel do apartamento já estava atrasado, bem como o colégio das crianças. A empregada da casa, teve de ser demitida, passando D. Marta agora aos afazeres domésticos. O marido continuava sem emprego. Era preciso arrumar outro lugar para ficar. E assim foi. No sábado, as mudanças estavam prontas a serem carregadas. Uma casa, pequena, em um lugar menos nobre da cidade, era o destino. Os filhos já se abatiam pela mudança. Sofriam ter de ir para um colégio público. Temiam estar em um ambiente diferente daqueles que estavam acostumados. Não menos porém, era o sofrimento do pai. O sentimento de derrota, de fracasso, tomava conta. D. Marta, sempre religiosa, estava em estado de revolto. Ralhava com Deus todos os dias, afim de encontrar uma explicação para o momento tão difícil que Ele lhes colocara. Ana, a filha mais velha, já no ensino médio, era de um temperamento difícil. No dia das mudanças, não se atreveu a ajudar com as mudanças. Rafael, um pouco mais novo que ela, tentava levar um pouco mais fácil essa situação. Era um pouco extrovertido, e conseguia arrancar algumas risadas da família, ainda naquele dia. As mudanças chegavam na casa, e a família estava desconsolada. O desânimo com a realidade de pisar por lá estava trazendo agonia à todos. O filho do meio ainda teve tempo de parafrasear:
                -Oh! E agora, quem poderá nos defender?
                -Eu!
                -O Chapolin Colo... (Se vira para trás, em direção à voz) Quem é você? (observa bem) Um Hippie! (com tom irônico)
                De cabelos longos e trajado como qualquer outro hippie, esse homem era conhecido como “mensageiro” naquele bairro. Sem se apresentar, apenas pronuncia:
                -Com minhas palavras posso ajudá-los. São estas: Vocês têm na mão a maior riqueza possível. Atentem bem para ela. Ela que lhes dará força para continuar. A vida é dura, mas com perseverança, paciência, luta, tudo se resolverá. Lembrem-se da maior riqueza, do tesouro que dinheiro nenhum pode comprar.
                Depois destas palavras, logo seguiu pela rua. O menino não entendera muito bem o que o estranho havia dito. Entretando, os pais haviam escutado toda a conversa, se abraçavam, e sentiam que uma força de vontade nascia ali, para superar todas as dificuldades.
Escrito por: Mr. Lhamas.

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