segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Salve galera!! Tudo certo? Obrigado aos meus amigos que estão acompanhando, que estão me perguntando do blog! Grato, de verdade, por estarem acompanhando!


Família, maior riqueza

Havia uma família que tudo possuía. Felicidade era sim uma conseqüência. Desde que se casaram, S. Alberto e D. Marta nunca tinham passado por necessidades financeiras. O noivo comprou uma empresa pouco antes de se casar, e, tempos breves depois, já era um profissional bem sucedido. Com vinte anos de casamento, já tinham três filhos: Ana, Rafael e Márcia. Todos muito inteligentes, e viviam em harmonia com os pais. Estudavam nos melhores colégios. D. Marta passava cuidando da casa, ajudando a empregada. O casal mantia uma boa relação entre si. Se amavam incondicionalmente.
                Eis que um dia desses, S. Alberto chega em casa preocupado. D. Marta, ao simples olhar para o marido, entendeu que algo estava errado. Ele, tendo a esposa como melhor amiga, resolve explicar:
                -Amor. Eu quis te poupar por esses tempos, mas a empresa está praticamente falida. Não tive outra solução. Eu a vendi.
                A esposa somente o abraçou e disse:
                -Você vai arrumar um emprego bom. Tudo vai ficar bem.
                E um mês depois, tudo estava cada vez pior. O aluguel do apartamento já estava atrasado, bem como o colégio das crianças. A empregada da casa, teve de ser demitida, passando D. Marta agora aos afazeres domésticos. O marido continuava sem emprego. Era preciso arrumar outro lugar para ficar. E assim foi. No sábado, as mudanças estavam prontas a serem carregadas. Uma casa, pequena, em um lugar menos nobre da cidade, era o destino. Os filhos já se abatiam pela mudança. Sofriam ter de ir para um colégio público. Temiam estar em um ambiente diferente daqueles que estavam acostumados. Não menos porém, era o sofrimento do pai. O sentimento de derrota, de fracasso, tomava conta. D. Marta, sempre religiosa, estava em estado de revolto. Ralhava com Deus todos os dias, afim de encontrar uma explicação para o momento tão difícil que Ele lhes colocara. Ana, a filha mais velha, já no ensino médio, era de um temperamento difícil. No dia das mudanças, não se atreveu a ajudar com as mudanças. Rafael, um pouco mais novo que ela, tentava levar um pouco mais fácil essa situação. Era um pouco extrovertido, e conseguia arrancar algumas risadas da família, ainda naquele dia. As mudanças chegavam na casa, e a família estava desconsolada. O desânimo com a realidade de pisar por lá estava trazendo agonia à todos. O filho do meio ainda teve tempo de parafrasear:
                -Oh! E agora, quem poderá nos defender?
                -Eu!
                -O Chapolin Colo... (Se vira para trás, em direção à voz) Quem é você? (observa bem) Um Hippie! (com tom irônico)
                De cabelos longos e trajado como qualquer outro hippie, esse homem era conhecido como “mensageiro” naquele bairro. Sem se apresentar, apenas pronuncia:
                -Com minhas palavras posso ajudá-los. São estas: Vocês têm na mão a maior riqueza possível. Atentem bem para ela. Ela que lhes dará força para continuar. A vida é dura, mas com perseverança, paciência, luta, tudo se resolverá. Lembrem-se da maior riqueza, do tesouro que dinheiro nenhum pode comprar.
                Depois destas palavras, logo seguiu pela rua. O menino não entendera muito bem o que o estranho havia dito. Entretando, os pais haviam escutado toda a conversa, se abraçavam, e sentiam que uma força de vontade nascia ali, para superar todas as dificuldades.
Escrito por: Mr. Lhamas.

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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

BOA TARDE PESSOAL! TUDO CERTO? MAIS UM CONTO HOJE!!!! HAHAHAHA

Hora Certa
Uma jovem moça, loura, alta, olhos azuis, linda, universitária, vivendo em uma boa condição de vida. Seus pais eram advogados, e ela seguia pelo mesmo caminho. E aquele dia ela seguia o mesmo caminho. Sim! O caminho da faculdade de Direito, mas pelo mesmo caminho da sua casa até a Universidade. De carro, ganhado de seu pai quando se tornou graduanda, havia pouco tempo, seguia normalmente. Tinha tempo de sobra, afinal, meia hora antes da entrevista para estagiar em um dos melhores escritórios de advocacia da cidade. Nada podia dar errado. Ouvia música para tentar relaxar da ansiedade. Ia ser entrevistada na faculdade mesmo. De repente, olha para frente e se preocupa. Uma ponte havia quebrado. Carros se enfileiravam em mais de 500 metros. Poderia significar seu atraso. Entrando em desespero, pensava no que poderia fazer. Enquanto quase chorava, observou que passava ao lado dela, caminhando, um amigo que não via fazia algumas semanas.
                -André! Você me disse que tinha habilitação, não é?
                -Sim, mas faz pouquíssimo tempo que tirei! Estou sem prática.
                Cinco minutos depois ela já estava sem o carro e caminhava apressadamente seguindo em direção à faculdade. Parecia que tinha encontrado uma solução. Quando já sorria novamente, passando debaixo de um sobrado, sente água cair sobre si. Pois sim! A empregada da casa estava esvaziando o balde que tinha acabado de lavar a roupa da patroa.
                -Ai moça! Desculpa!
                Nem reagindo aos pedidos de desculpa da empregada, olhou para o lado. Um brechó. Em dez minutos estava de roupa “nova”. Nunca havia entrado em um lugar assim. Seguiu novamente o caminho, olhando preocupada no celular, vendo o quanto estava atrasada. Andando apressadamente, quase correndo, sente seu pé direito dar uma leve escorregada. Para, olha, e percebe que algum cachorro esteve por ali, e não fazia muito tempo. Rancou seus sapatos, atirou contra o rio que cortava a cidade. Não sem antes pronunciar algumas ofensas à mãe do cachorro. Descalça, não sabia o que fazer. O jeito era continuar caminhando. Sabia que não seria difícil encontrar alguém na faculdade que pudesse emprestar um calçado. Quando percebeu já estava a menos de 200 metros da Instituição. Era só cruzar mais duas esquinas e ela estaria lá. Antes de cruzar a primeira, observou rapidamente. O semáforo estava vermelho. Deus três passos e...
                -Ela bateu com a cabeça! – Escutou antes de desmaiar.
                No hospital, quando acordou, entendeu o que aconteceu. Um rapaz, notoriamente apressado, não respeitou o sinal. Tentou frear a tempo, mas não conseguiu evitar derrubar a moça no chão. Felizmente nada grave ocorreu. Mas esta estava furiosa.
                -Quem é esse filho da mãe que acabou comigo! Eu perdi aquela entrevista mãe! – Dizia, com voz de raiva, para a mãe.
                -Calma filha! Fiquei sabendo que o rapaz não é má pessoa. Todo mundo erra!
                -Ele deveria tomar mais cuidado! Aff! Não quero nem ver a cara desse delinqüente! – Responde.
                Pelo vidro, observa alguém querendo entrar, logo depois de pronunciar as palavras de ódio. Era um rapaz alto, moreno, totalmente sem jeito. Chega perto dela e a cumprimenta. Ela, sente um arrepio estranho ao vê-lo. Havia se encantado com ele.
                Um ano depois, Os dois já estavam namorando sério. Naquele dia, Henrique, o rapaz, estava atrasado por conta do congestionamento. O fato de ser inexperiente, ter tirado habilitação havia apenas uma semana, também pode ter ajudado. Clara, a moça, havia perdido a entrevista de um dos melhores escritórios da cidade, na época. Cinco meses depois, o mesmo faliu por negligencia do advogado-dono do lugar. O tio de Henrique ofereceu emprego em seu escritório, também de advocacia, e ela teve êxito por lá.

Muitas vezes não entendemos o que acontece em nosso dia a dia. Simplesmente nos irritamos e não entendemos o porquê. A hora de Deus é a certa. Como diz o ditado popular, “Há males que vem para Bem.” Pense nisso.
P.S> Sempre cuidado com o trânsito. Se você tirou a carteira de habilitação há pouco tempo, cuidado de novo! Só saia quando estiver seguro disso! Não coloque sua vida e a vida de outras pessoas em jogo! Vale a dica!
Muito obrigado galera! Abraço! Fiquem aqui! Comentem.
Fiquem com Deus.
Escrito por: Jefferson L. Santos.


Engarrafamento... (Esta imagem está disponível em: http://baraodoblogger.blogspot.com )

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Verdadeiro Amigo
 Marco tinha ganhado o carro de seu pai há menos de um mês. Silvio sempre foi seu amigo, mas ultimamente tinham se afastado um pouco. Pedro, Ana e Vitória sempre gostaram de sair, mas nunca foram de dar abertura a muitas amizades, principalmente a Marco. Mas de umas quatro semanas para cá, as coisas haviam mudado. Marco ia agora de carro e os pegava com direção às baladas. Ele estava simplesmente adorando estar com eles. Sempre quis estar perto deles, e, em particular, ao lado de Vitória. Ela sempre ia no banco da frente com ele, e conseguia, com seu charme, e seus olhos verdes, seduzir o rapaz. No entanto, o máximo que o mesmo conseguiu foi um beijo roubado. As festas foram se seguindo. Nas sextas, sábados e até domingo. Enquanto uma dessas rolava, Marco avistou Sílvio. Com ele, viu que estava Marcela. Eles estavam sentados em uma mesa, tomando um chop. Sentiu um aperto no peito. Marcela era sua ex-namorada, e para ele, Sílvio sempre gostou dela. Aproximou-se de onde estavam e já se comportou grosseiramente:
                - Pelas minhas costas! Amigão você é?
                -Que isso Marco? Você não muda mesmo!
                -Isso aqui num é nenhuma brincadeira não! Sempre soube que você queria a Marcela para você!
                -O que é isso? Você está achando que...?
                -Nós já terminamos faz tempo! O que você tem com isso? – Interveio Marcela.
                -Mesmo assim. Você sabe que a gente sempre foi amigo, nunca rolou nada aqui. – Explicou Silvio.
                -Eu já deveria imaginar. Você nunca foi amigo meu. Amigo são eles, que sempre estão comigo. (apontando aos três que dançavam) De você eu deveria ter esperado isso. – Retrucou, saindo logo em seguida.
                -Esse moleque está louco. – Diz, triste, para Marcela.
                Marco já estava dançando novamente com os “novos” amigos, e Pedro pergunta, curioso:
                -O que foi? Parece que você estava bravo com teu amigo lá.
                -Não liga não. Só descobri que ele não era amigo meu de verdade.
                -Não esquenta não! Amigos somos “nozes”. – Diz enquanto abraça junto deles Ana e Vitória. Em seguida, propõe:
                -Ei! O que vocês acham de ir naquela vila rural depois da saída da cidade?
                -Hum! Fazer o quê? – Pergunta Ana, fazendo cara de ansiosa para o rapaz.
                -É mesmo. Fazer o quê? – Pergunta, sincero, Marco.
                -O que se pode fazer em um lugar quieto, escuro, sem ninguém para atormentar? – Pergunta Ana, colocando suas mão nos ombros do admirador.
               
                Enquanto os quatro saiam, Silvio observa preocupado. Havia escutado toda a conversa. Volta então para a mesa com Marcela, e senta, pensativo.
                -E então, falou com ele? Indaga Marcela.
                -Não consegui. Mas ouvi uma conversa e fiquei preocupado.
                -O que?
                -Eles estão indo para Vila Rural Santa Maria.
                -E o que é que tem?
                -Não sei. Só fiquei preocupado.
                -Ah! Esquece! Vamos dançar? – Diz puxando o cara.
                Na Vila Rural, uma placa diz “Boas Vindas”. Mais a frente, chegando na granja que Pedro havia dito, uma outra, paradoxalmente diz: “Propriedade Particular. Entrada somente com permissão”. Ignorando as regras, Marco para o carro, e todos saem. O lugar era clareado somente com a reflexão da Lua. Caminharam um pouco e chegaram em uma plantação de milho. A noite fazia o local um pouco assustador, mas ao mesmo tempo, empolgante. Enquanto conversavam, distraídos. Marco sente algo pegar violentamente sua cabeça. Só se lembra de cair em meio aos milhos.
                Acordou e percebeu estar no hospital. Seus pais estavam ao lado, olhando-o.
                -Que susto filho! Como você pôde fazer isso com a gente? – Diz, nervosa, a mãe.
                -Depois desta, sabe o carro não é? – pergunta o pai.
                -O que é que tem o carro? Aconteceu alguma coisa? – Fala, preocupado.
                -Não, não aconteceu nada. Mas ele vai ficar muito bem comigo agora. Já estou vendendo o meu. – Diz irônico.
                Marco compreendeu e nem fez questão de retrucar. Apenas queria saber o que havia ocorrido. Enquanto seus pais contavam, entra uma senhora, de bastante idade, porém lúcida, e bem vestida. Se aproxima do rapaz deitado na cama e dos pais e começa a falar.
                -Eu não sei o que dizer. Somente minhas sinceras desculpas pelo que aconteceu.
                -O que é isso dona Marta. Eles estavam errados. – Diz a mãe.
                -É mas o seu Antônio não precisava ter aquela barra de ferro na mão. – Responde – Eu já mandei ele se livrar daquilo. O que acontece é que lá na vila não há muitos assaltos. Eu peço a ele para vigiar bem nossa propriedade, e como meu filho está viajando, ele se assustou e achou que você fosse ladrão. Sua sorte é seu amigo hein? Aquele você pode confiar.
                -Eu sei. Eles são meus melhores amigos.
                -Eles quem? – Pergunta a senhora – Só havia um rapaz que explicou a situação, pegou e te trouxe para cá e ligou para seus pais. Não sei o que ele estava fazendo lá.
                -A gente foi junto.
                -Acho que não. Só fiquei sabendo que três pessoas saíram correndo e o... não me lembro o nome do rapaz...
                -Sílvio! – Lembra o pai.
                - Isso. Ele parou o carro atrás e conversou com o seu Antônio. Em seguida veio para cá com você.
                Marco apenas olha pela janela, e reflete por alguns instantes.
                Amizades. Cuide-as. Como dizem por ae, “amigos, você conta nos dedos de uma mão só.” Cuide também para aquelas amizades de momentos alegres. Será que não há um interesse mascarado? Ou são teus amigos de verdade?
Escrito por: Jefferson L. dos Santos
Pensem nisso, Fiquem com Deus. Abraços!
Algo na Chácara do Bosque

A moça vivia em uma chácara que estava à beira de uma rodovia. Estudava de noite em uma outra cidade, e o ônibus a deixava na entrada da estância. O pequeno caminho a ser perseguido se tornava longo da mente da pobre moça. Um caminho de relativa escuridão, e um silêncio profundo, que incomodava. Naquele dia, parece que nem a coruja cantava. As cigarras, também pareciam ter sumido de seu leito. O caminho se tornara ainda mais sombrio. O ônibus a deixou como todos os dias. Mas algo seria diferente do que o simples chegar em sua residência. Enquanto o barulho do motor do ônibus se perdia na estrada, a moça iniciara sua caminhada tenebrosa. Nem os cachorros uivavam ou latiam. Já conheciam quem chegava. Com o silêncio mortal que pairava sobre a região, entornada por grande matagais e arvores grandes, de repente, um som conseguiu atentar a mente da jovem. O que poderia ser? Um cachorro não deveria de ser, todos ficavam presos nos quintais. Uma assombração talvez, seria possível? Para aumentar a hipótese de algo a seguindo, uma sobra permeia o chão. Sim, poderia alguém a seguindo. As pupilas já se dilatavam, as pernas pareciam adormecer, e os passos mais acelerado, tal qual a respiração ofegante, e o coração batendo tão veloz, que se podia escutar como se estivesse com o uso de estetoscópio. A porteira parecia nunca chegar, e quanto mais andava, mais o barulho aumentava, mais o nervosismo batia. O que seria a partir dali? E quando chegasse finalmente à entrada, e tivesse que parar. O que poderia vir sobre ela? O suor frio já escorria suas mãos e sua testa, o sangue estava sob alta temperatura. Faltava só um passo para chegar à porteira. Era Pular? Abrir o mais rápido possível? O que estava por vir? De repente, num ato súbito e corajoso, virou para trás. “Incrível!”, pensou ela. Algo havia tocado seu braço, e ela entendeu perfeitamente. O chaveiro, ganhado havia  poucos dias, da filha, presente de dias das mães, era o responsável por todo aquele barulho assustador. As sombras? Dela mesma, feita sob às luzes da entrada da chácara.
Escrito por: Jefferson L. dos Santos.
Depoimento: Janaína Fernanda Q. Faria

                                                  Rodovia PR 439, próximo à localidade referida no texto, a Chácara do Bosque...

SENHORA SMILE
                Existia uma senhora, D. Maria, mãe de família, de média estatura e de cabelos e olhos castanhos, que acordava cedo todos os dias. Dedicada, amava seus filhos e marido, e tinha bastante carinho pela sogra que vivia com eles. Levantava cedo todos os dias. Aquela sexta-feira era mais um dia daqueles. O esposo e os filhos iam trabalhar, e um deles estudar, logo pela manhã. Se despertou bem a tempo, e foi à padaria buscar o pão do café da manhã. Ao chegar lá, encontra o estabelecimento lotado. Não se irrita, e com grande paciência, espera a fila. Uma criança a olha com cara feia e mostra a língua. Ela, paciente, apenas sorri. Uma mulher irritada, chega à sua frente e pronuncia:
                - Eu já estava aqui! Você entrou e eu fui pegar o leite na sessão de frios. Com licença. – Diz entrando estupidamente, se esfregando em D. Maria e na senhora que estava na frente.
                - Tudo bem, o lugar é seu – diz D. Maria, enquanto solta outro belo sorriso, enquanto a senhora irritada apenas se calou, constrangida.
                D. Maria possuía realmente um belo sorriso. A natureza lhe dera belos dentes, brancos e fortes. Não havia quem não se encantasse com o gesto de sorrir dela. A fila andava e finalmente chegou sua vez. Ficou na dúvida entre o pão francês e a rosca. Enquanto pensava, a atendente disse:
                - Minha senhora! Eu tenho uma porção de clientes para atender! Dá para dizer o que quer logo?
                - Sim, me vê uma rosca e 5 pão-francês. Meus filhos gostam dos dois. – Responde D. Maria, deixando a moça sem graça com seu modo de agir.
                No caixa, D. Maria contava as moedas, deixando o Senhor Manuel, dono da padaria, impaciente:
                - Eu não tenho o dia todo!
                - Aqui está! Trocadinho, porque eu sei que a essa hora da manhã você precisa de muitas moedas.
                Mais uma vez a doce senhora conseguiu deixar alguém sem graça. Muito sem jeito, apenas agradeceu com um “obrigado”, engolindo seco. Ao atravessar a rua, D. Maria passa, sem querer, na frente do carro. O motorista estaciona, já com intenção de entrar na padaria. Porém, não exita em ralhar com a senhora:
                - Por que a senhora não olha por onde anda?
                - Me desculpa. Ainda estou acordando. – Diz ela, é claro, soltando outro belo sorriso.
                O homem apenas sorri, sem graça, e entra, sem dizer nada. D. Maria segue seu caminho. Ao chegar em casa, já vê a família toda se levantando. O marido, parecia mais nervoso hoje:
                -Pelo amor de Deus! Amor, anda logo! Não está vendo que hoje é sexta-feira, o escritório está lotado de serviço?
                -Sim. Já estou fazendo seu café, pode ficar tranqüilo. – E mais um sorriso, deixando o marido também sem graça diante da situação, e, sério, senta na mesa a esperar.
                Enquanto isso, no quarto, grita-se:
                - Mãe! Onde está meu uniforme? Que coisa! Já te falei para deixar ele pendurado no cabide do meu guarda-roupa! A senhora está caduca?
                -Não filha. Eu coloquei pendurado atrás da porta aqui da cozinha. Olhe bem que você verá. Eu já ia te levar. – E mais um sorriso para a filha cheia de ira.
                -Mãe, a minha bolsa de escola?!
                -Mãe a minha jaqueta!
                Com todo o amor e paciência de uma mãe, esta sorri para os outros filhos, enquanto satisfaz suas vontades, mais uma vez.
                Todos de saída, D. Maria foi se arrumar para seu trabalho também. Era na loja de roupas de sua irmã. Chegando lá, deu de cara com a raiva da parente:
                -Meus Deus! Achei que hoje você não viesse! Atrasou dez minutos! Por que?
                -Não. Eu não me atrasei! São nove em ponto!
                -Ai meu Deus! Desculpa Mah! Eu olhei no relógio lá do depósito, que está parado! – Respondeu a irmã, enquanto D. Maria já sorria.
                Uma cliente chega para D. Maria atender. Sem paciência alguma, reclama:
                -Essa blusa aqui! Barata? Me saiu cara! Ela encolheu tudo quando lavei! Nunca mais venho aqui nesta loja!
                -Tudo bem. Vou trocar para você. Não é porque você não vai vir mais aqui que deve sair insatisfeita. Veja aqui, outra, igualzinha. Se acontecer de novo, volte pelo menos para trocar de novo. – Disse pegando a outra roupa, e, incrivelmente, sorrindo.
                A cliente foi embora quieta, triste por ter destratado D. Maria. Sabia que esta não seria a ultima vez que estaria lá. A simpatia da funcionária havia a impressionado. O dia de trabalho havia acabado, e D. Maria já estava exausta. Entretanto, mantinha sua simpatia. Chegando perto da sua casa, encontrou-se com a sogra. Esta estava irritada com as crianças dos vizinhos:
                -Essa criançada não me deixou assistir “Video Show” e nem “Vale a Pena Ver de Novo!.” Não agüento mais!
                -Criança é assim, D. Marta! Eles já vão dormir daqui a pouco, eu os conheço. Depois eu baixo pelo Youtube o que passou hoje, tudo bem? – Disse, sorrindo.
                -Tudo bem. – Respondeu, um pouco contrariada.
                As duas entraram, e a janta estava na mesa. D. Marta havia preparado.
                -Eu não vi “Araguaia” para preparar a janta.
                -Obrigado sogrinha. – Disse sorrindo.
                Todos na mesa, o marido de D. Maria estava sério. Havia sido um dia totalmente cansativo para ele. A esposa, incomodada com tanta rispidez, indaga:
                -O que foi? Muito trabalho?
                -Sim. Demais até!
                -Por isso que amo você! Trabalha para nos ver felizes! E para pagar as contas, não faltar nada aqui... – dizia enquanto o marido finalmente sorriu, acompanhando o seu sorriso enquanto falava – Para pagar os arranhados do carro, consertar os...
                -O que? Foi você que?!
                -Amor eu te amo! – Interrompendo a pergunta e o beijando.
(Sorria! É o melhor remédio!)
(Você vai precisar obviamente de um bom tratamento ortodôntico para ficar igual D. Maria, ela já foi até chamada para fazer comercial na Colgate, mas vale a pena. Só não espere muito pelo Serviço Único de Saúde! Haha, brincadeiras a parte, sorria! É isso que importa!)
Dedicado às mães, em especial à minha, que todo dia não cansa de cuidar da família! E à amiga Kélita, a garota do IBGE mais simpática que eu já vi!
Escrito por: Jefferson L. S
Esta imagem está disponível em: comentariocriticoliterario.blogspot.com

SEXTA-FEIRA DAS JANELAS

         Eram 9 horas da noite na cidade. A cidade não era grande, mas tinha certo movimento. Do alto da janela olhava-se a sexta-feira que acabava. Na esquina, jovens de uma república abriam de tempos em tempos o “cervejão”. O barulho era intenso. No prédio, mais à frente, via-se uma diversidade de coisas em cada andar. Uma criança brigava com a irmã pelo controle da televisão. Noutro, dois casais de amigos aproveitavam às pizzas e riam à toa. Em outro, um casal demonstrava amor. Na rua, os carros passavam, alguns buzinando, outros com som alto, outros apenas com o ronco do motor mesmo. Em frente, Dona Maria ralhava com o marido, enquanto ao lado, uma festinha infantil acontecia, com todos os ruídos possíveis, e com música infantil. Na calçada, gatos viravam o lixo do final da rua, enquanto cachorros latiam correndo para todos os lados. E a tudo isso o rapaz observava. Tudo movimentado e todos gastando energias. O pensamento impulsionado por estas circunstâncias somente foi quebrado com a porta se abrindo:
         - Filho, o jantar está na mesa. Só falta você.
         - Já desço mãe.
         Seus padrinhos estavam de visita, e alguns tios também faziam presença. Primos também faziam barulho e bagunçavam a mesa da sala. O rapaz descia às escadas, mas sentia uma angústia. Sentou na escada e refletiu por alguns instantes. Lembrou-se dos fatos que ocorrera durante o dia:
         -Você só pode estar brincando! – Dizia ele.
         -Não, eu não estou. Eu realmente...
         -Não, você não consegue falar, eu sei que isso é pura mentira! – Retrucava ele com a moça, loura e olhando em seus olhos verdes.
         -Tchau. – Finalizou ela a conversa.
         Depois do breve pensamento, volta à janela de seu quarto, e continua a observar os fatos. Tenta enxergar onde poderia estar aquela que lhe não saia da cabeça. Não acreditava que ela iria estar com outro, jantando com seus pais e os pais do futuro namorado. Não teve dúvida. Desceu as escadas, agora com vontade.
         -Filho, até que enfim. Achamos que não viríamos. – Dizia a mãe.
         -É querido... estávamos com...
         -Fome!!! Eu sei... pode comer minha parte tia Cida! Engula tudo e não me encham mais! – Dizia o rapaz cortando o diálogo com a tia, e saindo logo em seguida.
         -Mas filho! – tentava a mãe.
Sem dar ouvidos aos parentes que não mais agüentava, em um ato impensado, pega a moto do pai, sem ao menos saber dirigir ao certo, e sai. Chega em frente à casa dela. Não liga para as buzinadas que tomou no caminho. Tão pouco ao pobre cachorrinho que urgiu pela pata judiada pelo pneu da moto, ou ao farol que iluminou sem querer as partes que ficavam debaixo da saia da moça do casal que namorava embaixo da árvore. Só pensava nela. Ainda pensou em voltar atrás, mas não sucumbiu. Foi até à janela da sala de jantar. Com rosas na mão, cheirosas e colhidas na hora, pronuncia fortemente:
         -Eu te amo! – E chora.
         -Ele está bêbado. – Retruca o pai, já se levantando para tomar alguma providência.
         -Não, ele não está – Pronuncia a mãe da moça, enquanto esta sorri e não diz mais nada.

(Um jovem apaixonado é pior que um jovem bêbado.)
PS.: Não, SEXTA-FEIRA DAS JANELAS não é propaganda da Bordignon, Platiferro, ou qualquer outra loja de materiais de construção, por incrível que pareça!
Dedicado à grande amiga Paula! Inspiradora do título! Que Deus te abençoe!
Escrito por: Jefferson L. Santos.

Bem vindos!! Welcome!! i Bien venido!

Olá a todos. Obrigado por estar visitando meu blog. Aqui você verá contos, histórias, textos e notícias. Fique por aqui! Deus abençõe!!